Raça Terrier Brasileiro

TERRIER BRASILEIRO

Padrão Oficial da Raça

País de Origem da Raça: BRASIL

Utilização da Raça: CAÇA DE PEQUENOS ANIMAIS, GUARDA E COMPANHIA

Classificação FCI: GRUPO III   - CÃES TERRIERS - Seção I: TERRIERS DE GRANDE E MÉDIO PORTE

Classificação WKU: Grupo III - CÃES TERRIERS DE CAÇA

BREVE RESUMO HISTÓRICO: Nos séc XIX e início do séc XX, muitos jovens brasileiros estudavam em universidades européias, especialmente na França e na Inglaterra. Estes jovens frequentemente retornavam casados e suas esposas traziam  como elas um pequeno cão de tipo terrier. Os jovens brasileiros e suas famílias voltavam para as fazendas de onde tinham saído. O cãozinho se adaptou à vida da fazenda e acasalou com cães e cadelas locais. Assim, um novo tipo se formou e o fenótipo foi fixado em poucas gerações. Com o desenvolvimento das grandes cidades, os fazendeiros, com suas famílias e empregados foram atraídos pelos grandes centros urbanos. Desta forma o pequeno cão sofreu outra mudança de ambiente. 

RESUMO HISTÓRICO - comentado pelo criador: Mais do que simples acasalamentos destes tipos de cães terriers que vieram da Europa na mudança do século, houve talvez uma pré-seleção, sem nenhum conteúdo cinológico, das habilidades desse cachorrinho em caçar ratos e insetos rasteiros, e consequente seleção para inclusive um bom alarme face a presença de estranhos e dos ruídos não habituais do ambiente da fazenda. Não haveria somente a intenção da preservação se os frutos dos acasalamentos ocorridos entre os pequenos cães de tipo terrier europeu com os cachorros da fazenda, se em nenhum aspecto houvesse o interesse da preservação da utilidade da função da raça que ora se formara. Um povo que chegou nesta terra vindo de ambientes extremamente luxuosos e com forte influência francesa e inglesa, não teria interesse em somente trazer os cachorros se estes não fossem hábeis na função que se apresentasse.

 

APARÊNCIA GERAL: Cão de médio porte, esbelto, bem equilibrado, com estrutura firme mas não muito pesada, corpo de aparência quadrada com linhas curvas.

Comentário do criador: APARÊNCIA GERAL é na verdade a principal imagem que é transmitida pela raça à sua primeira vista. Além de sabermos identificar de qual raça se trata, cabe-nos também percebermos se há ou não há tipicidade e originalidade das formas. 
O padrão pede um CÃO DE MÉDIO PORTE, evidentemente que o padrão se refere somente ao médio entre as raças médias para pequena, pois se levarmos em conta somente o termo, verificaremos que um Dálmata é um cão de porte médio, assim como no Padrão do Cão Pastor Alemão, também verificaremos o termo cão de porte médio.
ESBELTO pois não pode ser pesado como um Bull ou seco como um whippet. Esbelto, mas com boa cobertura muscular, sem "dobrinhas" ou "gordurinhas" o que tornaria ainda mais curvas suas linhas. e BEM EQUILIBRADO COM ESTRUTURA FIRME MAS NÃO MUITO PESADA, ao que tange sobre a perfeita harmonia de suas dimensões de tamanho (peso, altura e largura). Novamente, o padrão chama a atenção para que a raça não seja exagerada, ou de cães com sobrepeso que denotem características similares aos cães do tipo Bull; o chamamento de atenção para que a raça seja "carcaçuda" sem ser pesada, denotando rusticidade sem exageros e elegância sem refinamento.
CORPO DE APARÊNCIA QUADRADA COM LINHAS CURVAS, ou seja: nenhuma das linhas de contorno do cão poderão ser retilíneas, todas as linhas precisarão apresentar suaves curvas, o que fará a graciiosidade da raça. É quadrada pois medindo suas proporções, o formato do corpo deverá ser um quadrado ou bem próximo disso, jamais um nítido retângulo.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: é um cão quadrado: o comprimento do corpo medido da ponta do ombro à ponta do ilíaco é aproximadamente o mesmo da altura na cernelha.

Comentário do criador: Essa aparência quadrada ao meu ver,  é o que diferencia o tipo atual dos demais terriers que se assemelham a raça. O fato de o Terrier Brasileiro ser um terrier ele não pode lembrar um Fox Terrier Inglês de pelo curto (nem pela quadratura e muito menos pela cabeça), que é um cão de cabeça cinzelada, com linhas bem definidas e definitivamente quadrado, e muito menos um Jack Russel Terrier, que embora possua uma cabeça mais assemelhada aos paulistinhas, é um cão nitidamente retangular, sendo sua altura menor que o seu próprio comprimento. A característica da quadratura dos terriers nos aproxima de um caçador ágil, rápido e tenaz; e no Terrier Brasileiro, uma raça em evolução, essa talvez seja sua principal característica então; não devemos puxar para a retangularidade e nem para a quadratura milimétricamente medida, seria o ideal, na minha concepção, um cão quase quadrado. 

COMPORTAMENTO/TEMPERAMENTO: Incansável, alerta, ativo e esperto; amigável e gentil com amigos e desconfiado com estranhos. 

Comentário do criador: Vejo este o ponto forte da raça. Quando adquiri meus exemplares, na sua grande maioria adultos de meia idade, com cerca de cinco e seis anos, percebi o quão são desconfiados, e comparados aos bebês que também adquirimos, vimos percebendo que foi muito mais fácil a adaptação e a fixação de relação de confiança com os babies, que aos adultos. Há adultos ainda muito desconfiados, já morando conosco cerca de um ano ou mais, porém, o comportamento é muito fixado na raça. São indivíduos extremamente focados no dono, adoram quem os trata e os dá carinho e idolatram quem lhes mostra a liderança. São muito inteligentes, aprendem tudo com muita facilidade. Notocante aotemperamento, são realmente incansáveis, não desligam; e isso os torna o cão ideal para crianças em qualquer idade, pois acima de tudo, são de estrutura forte, o que não os agrupa nos cachorrinhos de pequeno porte que são facilmente sujeitos à fraturas de patas devido a quedas ou pulos do sofá! Um típico Terrier Brasileiro, tem osso largo e forte, bons aprumos e tenacidade, com bom tônus muscular)

Eu me estenderia aqui neste tópico, pois como mencionei, é o ponto alto da raça; o que pede o padrão no requiisito Temperamento, é o que observamos na maioria dos exemplares. São realmente ativos e muito amigáveis. Andam ao nosso lado sem guia e respondem ao primeiro chamado, retornando para nós com muita alegria.  

Advirto porém: não deixem seus fox paulistinha aprenderem a se comunicar por latidos, e também não permitam disputa, pois se aprenderem a se comunicar por latidos, serão infernizáveis latedores, com latidos finos e estridentes...irritantes demais. Por sua vez, se os cães pegarem gosto pelas disputas, poderão tornarem-se briguentos, e como exímios caçadores, só perderão ass brigas se o  o ponente for maior e mais pesado. Os terriers Brasileiros não são de puxar briga, mas adoram uma lutinha!

São realmente avessos aos estranhos; às vezes poderão se apresentar com timidez e raramente com agressividade. 

CABEÇA: Vista de cima, a cabeça tem a forma triangular, mais larga na base, com orelhas bem afastadas, estreitando-se acentuadamente dos olhos até a ponta da trufa. Vista de perfil, a linha superior é ligeiramente ascendente da ponta da trufa ao stop, principalmente entre os olhos, arqueando-se até o osso ocipital.

Comentário do Criador: A cabeça quando olhamos de cima devemos perceber um formato triangular; costumo dizer que a cabeça de um Terrier Brasileiro deve assemelhar-se a um fundo de ferro de passar roupa.  As orelhas bem afastadas, ressalta a distância entre elas e evidentemente precisa apresentar uma certa largura na linha que se visualiza entre a orelha direita e a orelha esquerda; porém, a base do cranio além de ser larga, precisa se harmonizar com o resto do corpo do animal e os demais componetentes da cabeça como focinho, olhos e as próprias orelhas. Olhando de lado, percebemos que, da ponta do nariz à proeminência occipital (aquele ossinho que se salienta ao meio da base do crânio), notamos uma linha horizontal ascendente,  Sim, uma linhaque sobre do nariz até o fundo da cabeça. Essa linha do osso que separa os olhos e se une ao focinho (o stop), é arqueada e não reta. 

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